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Maria Teresa Folhadela

Maria Teresa Folhadela

A Teresinha esteve nas EJNS 9 anos e foi responsável internacional! A sua equipa, P89 acabou em fevereiro de 2023, mas mesmo assim ainda tem um grupo de WhatsApp das EJNS que nasceu de uma peregrinação virtual e onde se fala quase todos os dias! Atualmente está a trabalhar numa consultora, mas já foi enfermeira!

Ser Equipista a 100%

31 de Janeiro, começou a P89. A base do movimento começa aí, em cada reunião de equipa, na nossa equipa base. Foram 9 anos de reuniões, de tanto bem recebido, e de um encontro grande com Jesus, levados ao colo de Nossa Senhora. 

Equipa base da Teresinha, P89

Foram muitas partilhas, pontos de esforço e tornamo-nos verdadeiramente amigos no Senhor. 

Sentimos a casa do nosso casal, Mariana e Tiago Guimarães, uma porta aberta e um aconchego, sempre com uma palavra amiga e cuidado de pais. Encontrámos neles um testemunho muito bonito de como viver a vocação laical e do matrimonio. Tivemos também por perto o Pe. Zeca sj, que nos mostrou a vocação ao sacerdócio e foi sempre um bom conselheiro que nos ajudou a discernir e a conhecer como Deus nos fala dessa forma.

Na primeira reunião, o meu casal de equipa disse “Não há outra forma de vivermos o compromisso com as equipas do que estar a 100%”. E foi isso que fui fazendo ao longo deste caminho. Escutando os desafios de Deus e ir discernindo sobre o que fazer.

Um dos desafios que vale a pena contar-vos foi a minha primeira peregrinação em Maio de 2014. Muito provavelmente dos momentos mais bonitos que vivi nas equipas: pela novidade e pelo colo de Deus. 

No final de uma das reuniões, o Zémi, o meu piloto desafiou-nos a fazer a peregrinação de Maio. E logo aí fiquei a pensar ir… mas havia coisas que me faziam dizer que não – era a meio da semana da queima das fitas (uma semana muito divertida para a malta do Porto), o Porto era um sector pequenino e não conhecia mais ninguém para além do piloto… 

Equipistas na primeira peregrinação da Teresinha nas EJNS

Mesmo assim, sentia uma espécie de confiança em que talvez Jesus quisesse que eu fosse e afinal era assim que se era equipista a 100%, porque as EJNS são mais do que a nossa reunião de equipa.

Decidi inscrever-me. E quando faltavam dois dias para o arranque da peregrinação, começaram os primeiros desafios – não tinha recebido o email da peregrinação (não sabia horas, locais e ainda tinha de ligar ao responsavel da peregrinação) e pior ainda – o Zémi ficou doente. Por isso, apetecia-me ZERO ir. 

Deus, sempre generoso, enviou-me umas doses extra de coragem e apanhei um autocarro que me deixou na Batalha, onde o Pi Gaivão (carro de apoio – nossa salvação) apanhou-me e literalmente passado 5minutos parou o carro ao pé do grupo e disse-me “Pronto agora é saíres aqui e faz amigos!”

“Como assim?!! Onde é que eu me vim meter?! Quero fugir já daqui” – era um bocadinho do que repetia na minha cabeça. Só que, mais uma vez, Deus, cheio de cuidados e detalhes, deu-me sinais de como estava ao meu lado e não estava esquecida – cheguei ao mosteiro da Batalha e estava a equipa de espiritualidade a dar tema e a falar sobre “CORAGEM”.

Nesta peregrinação, além destes detalhes, houve um momento em que numa capelinha azul-bebé em Porto de Mós, o Pe. Nuno Amador explicava que a alegria de Jesus era diferente da alegria do mundo – a alegria de Jesus não passa rápido. Permanece, consola e dá-nos ânimo. A felicidade do mundo é tipo a coca-cola, sabe bem mas depois de aberta perde o gás e o sabor. Na minha amizade com Jesus, isto é profundamente marcante. E ainda hoje, quando faço uma oração de memória desta alegria – fico profundamente consolada e comovida.

Nestes dias de Maio, também vivi uma das melhores coisas que as equipas nos dão – os amigos.

Último secretariado de que a Teresinha fez parte

Em todos os anos das equipas, vivi de forma muito forte as amizades –  grandes amigos que me acompanharam em tantos fins de semana, atividades, reuniões de secretariados. Amigos à séria – amigos para a vida. Que hoje, já sem nos encontrarmos nas noites de oração ou nos encontros nacionais – nos reunimos nas mesas das nossas casas a rir das histórias que marcaram estes anos. 

Ao longo dos anos, também me foram pedidas algumas responsabilidades no movimento. Com estes desafios percebi que sem a oração e um desejo de um profundo encontro com Jesus, rapidamente as noites de oração e as reuniões passariam a ser uma logística e mais uma atividade na agenda. Isto é importanteas responsabilidades nas Equipas devem sempre conduzir-nos à oração. (como dizem os nossos documentos)

“Nas EJNS, todas as responsabilidades devem conduzir-nos à oração”

Nos últimos tempos de responsabilidade, voltei a ter um grande desafio, com uma exigência muito grande de tempo e disponibilidade. Foi através da minha fragilidade, que Deus me mostrou até ao fim, que este caminho faz -se sempre sempre em equipaUma equipa entre Deus e eu. Um movimento onde a experiência de equipa leva-nos a Deus.

Curiosamente, em Roma, o nosso querido Papa Francisco disse-nos isso também e sintetizou aquilo que para mim foi muito deste caminho vivido a 100%:

“ Vós fazeis experiência de equipa, de grupo. Isto é um dom, não é um dado adquirido! Fazer parte de uma comunidade, de uma família de famílias que transmite uma fé vivida é um grande dom! Ninguém pode dizer: “Salvo-me sozinho”. Não. Estamos todos em relação, para aprender a fazer equipa. Deus quis entrar nesta dinâmica de relações e atrai-nos a si em comunidade, dando à nossa vida um sentido pleno de identidade e de pertença (cf. Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 6). Porque o Senhor salva, integrando-nos num povo, o seu povo. Não permitais que o mundo vos faça crer que é melhor caminhar sozinho. Sozinhos, podereis conseguir algum êxito, sim, mas sem amor, sem companhia, sem pertença a um povo, sem aquela experiência inestimável que é sonhar juntos, arriscar juntos, sofrer juntos e festejar juntos.”

Encontro Internacional das Equipas

Guardo com imensa alegria estes anos das EJNS, agradecida por ter sempre vivido a 100% o movimento e desafio-vos a arriscarem peregrinar sozinhos porque nas equipas vão sempre encontrar companhia (de amigos e de Jesus!). 

Leiam aqui o texto todo do Papa Francisco às nossas Equipas! Vale a pena- Aos participantes do Encontro Internacional das “Equipas de Jovens de Nossa Senhora” (6 de agosto de 2022) | Francisco (vatican.va)

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